30 de agosto de 2016

A gente não quer só comida A gente quer bebida Diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer comprar o que a gente quer…

Assim que confirmei minha passagem para Milão, só pensava em uma coisa: compras, compras, compras… Aí cheguei lá e dei de cara com a estupenda Galleria Vittorio Emanuele II e entrei correndo! Mas não tinha cacife pra comprar nada ali! Prada, Gucci, Luis Vuitton, Tod’s… não dava nem pra uma lembrancinha… Mas não perca a viagem, esqueça que vc foi para fazer compras e visite-a pela sua beleza e importância histórica. A Galleria, projetada pelo arquiteto Giuseppe Mengoni em 1865 (morto ao cair de um andaime antes do término da construção), é conhecida como il Salotto di Milano (salão de visitas de Milão). A passagem foi pensada para ser um corredor com lojas, restaurantes (entre eles o histórico Savini) e cafés, ligando a Piazza del Duomo à Piazza della Scala, onde os burgueses se concentravam para conversar e jantar antes de se dirigirem ao Teatro alla Scala. O impressionante edifício em forma de cruz com centro octogonal tem como característica mais marcante seu magnífico telhado de vidro, coroado por um domo central (a primeira construção da Itália a usar ferro e vidro na sua estrutura e não só na decoração). Vc vai ver alguns turistas dando voltas em si e vai pensar que são malucos, até descobrir o motivo e fazer igual. O piso é decorado com mosaicos dos signos dos zodíacos, além de outros, e as pessoas estão pisando no saco do touro! É, isso mesmo! E não é só pisar, tem que dar três voltinhas com o calcanhar direito – já tem uma borrachinha lá servindo de calço. Diz-se que este era um ritual para ser feito à meia noite do dia 31 de dezembro para dar sorte no Ano Novo. Mas, e se vc não estiver lá justamente à meia noite do dia 31 de dezembro? vai perder? ninguém perde…eu não perdi!

Galleria Vittorio Emanuele

Fomos para a rua então. Que tal o Quadrilátero da Moda? Não muito longe dali, o quarteirão formado pelas vias della Spiga, Montenapoleone, Manzoni e Corso Venezia atrai uma quantidade sem fim de transeuntes. Gucci, Valentino, Versace, Armani, Dolce Gabbana e todas as outras maiores grifes internacionais estão lá. É, não deu de novo… os números, muitos na vitrine, parecem conspirar contra vc, até naquelas lojas das quais eu nunca ouvi falar; é…devem ser famosas também. Mas onde vc vai ter a chance de passear olhando tantas vitrines tão glamorosas? Vá, vá, não custa nada!

Outra alternativa, antes de entrar nas Benettons que pipocam em cada esquina, é tentar novos designers, e a 10 Corso Como é surpreendente! A Corso Como é uma rua só para pedestres que por si só já gera um passeio legal. Se vc não for atrás da loja, vai passar batido porque a entrada é bem estreitinha e pode passar despercebida por vc. Esta loja conceito (uma loja autoral, que apresenta grifes e não grifes selecionadas) é considerada a mais cool do mundo (?) e foi aberta em 1991 por uma ex-editora da revista Vogue. Não tem nenhum quê de esnobismo e pode-se passear por lá tranquilamente, mesmo que não vá comprar nada. Tem um lindo pátio na entrada, um café-restaurante, roupas, artigos para casa, uma livraria, uma galeria e até um hotel. Compre uma lembrancinha, é possível, eu comprei um guarda-chuva super fofo!

10 Corso Como

Com certeza, entre tantas idas e vindas, vc vai se apaixonar por alguma loja que é a sua cara. Eu achei a minha, a Braccialini, uma loja com bolsas super descoladas, e outras nem tanto. A primeira vez que bati o olho na loja, vi uma bolsa horrorosa com cara de tigre e olhos de pedras preciosas que custava uma fortuna e achei super over – me disseram que as chinesas adoram! – mas numa olhada mais atenta tem umas incríveis! Comprei uma com os personagens da Alice no País das Maravilhas que acho que vou usar como elemento de decoração de tão peculiar que é. Confesso que tenho um pouco de vergonha de ir com ela em qualquer lugar, mas acho que morreria se não a tivesse comprado!rsrsrs