15 de outubro de 2015

“Alívio imediato” – sqn

Costumo brincar que eu estou sempre atrás de 2 coisas numa viagem: água e banheiro. E, como todo mundo sabe, à proporção que se consome a primeira, necessita-se da segunda. Aquela é fácil, já está no hotel (às vezes, a peso de ouro, mas pode representar a salvação). Vc sai com uma garrafinha pela manhã e vai adquirindo novas no decorrer do percurso, algumas mais caras, outras mais baratas, e sempre acaba descobrindo um lugarzinho perto do hotel para se abastecer de grandes garrafas para a noite e/ou para encher as pequenas que serão carregadas no dia seguinte. (Ouvi dizer que na Itália vc pode ir enchendo-as nas fontes… Depois eu conto como foi!) Dificilmente numa cidade civilizada (entenda-se como lugares com serviço privado de alimentação), vc irá morrer de sede.

água mineral

Já a busca por um banheiro pode realmente se tornar uma saga. Estou sempre de olho onde estão os banheiros públicos utilizáveis (sabemos que nem todos são, principalmente para mulheres; os homens, aliás, bom…deixa pra lá). Não deixo passar batido um toilette de museu que estou visitando ou de um restaurante onde estou fazendo uma refeição. A primeira expressão que aprendo na língua estrangeira do país que vou visitar é “onde é o toilette, por favor” (Já colecionei uma lista de frases, mas na dúvida – ou dificuldade com o idioma, tipo húngaro, com aquele monte de consoantes impronunciáveis juntas – a palavra toilette sempre dá certo). Já encontrei banheiros dos mais variados tipos e formatos, desde aqueles que são uma louça no chão com apoio para os pés (isso foi na Espanha) e vc fica de cócoras (não sei se com o passar dos anos vou ter flexibilidade para utilizar estes…) até os modernos toilettes parisienses auto-limpantes. Estes podem parecer um pouco estranhos e chatos por terem uma fila um pouco morosa, mas são uma mão na roda. Eles são grátis e estão espalhados por toda a Paris. A cada pessoa (são unissex, claro) que o utiliza, ele entra em estado de inatividade e é completamente lavado. Cuidado para não estar lá nesta hora. Li na internet o relato de uma mulher que viu (e sentiu) tudo. Ela aproveitou a abertura da porta para a outra pessoa sair e… entrou! Tomou um ligeiro banho. Sorte que era verão. Foi urgência talvez, porque tudo está explicado passo a passo em várias línguas, não tem erro. Vc só deve acionar a abertura da porta quando a luz verde se acender, e também a porta só vai abrir neste momento, nunca durante a limpeza. Ah! e também não, a porta não se abrirá com uma pessoa lá dentro. Ah! e vc também não ficará trancado. É só seguir as instruções e não querer dar uma de esperto e querer dar um nó no equipamento. Um dos que mais me agradam são os toilettes pagos, aqueles com preço fixo (não aqueles que tem uma tiazinha sentada, esperando pela gorjeta, constrangendo-nos – na utilização e no pagamento). Vc paga, usa, e pronto. Principalmente aqueles que são abertos com uma moedinha – vários cafés em Paris são assim – e vc não precisa dar satisfação nenhuma a ninguém. Põe a moedinha, a porta abre, vc faz o que tem que fazer e sai. É claro que tem o espertinho que segura a porta pra entrar enquanto vc sai pra aproveitar a sua moeda. Se os franceses fazem isso? Não sei, mas os turistas, ôôô!

sanitário com louça no chão

toilette em paris

Até baixei um aplicativo no meu celular chamado WC, que promete localizar o toilette público mais próximo. Testei e não aprovei. Fiz uma simulação próxima a minha casa, cujo melhor toilette público é em um shopping, mas ele me indicou o toilette de um supermercado bem xexelento. Uma pena! Fico no aguardo de um aplicativo que satisfaça minhas necessidades!