8 de setembro de 2015

Compras à francesa

Aí a pessoa vai pra Paris, achando que vai se acabar nas compras na Champs-Elysées e sair cheia de sacolas da avenida mais icônica do mundo, sem, REALMENTE, ter se dado conta de que, além de estar no cartão-postal da moda do mundo, vai ter que bancar a fatura do cartão em euros (mais o IOF, não esquece tá?). Mas quando vai se aproximando um pouco mais das vitrines – aquelas enormes que tem apenas uma peça exposta com um precinho minúsculo embaixo (escrito minusculamente, mas com cifras enormes!), sente-se diminuída. Sem contar que mal conhece as grifes – só porque leu meia dúzia de revistas de moda ao longo da vida se acha expert? – ou nem tem coragem de entrar nas lojas… Quando fui pra Paris pela primeira vez, “tive” que me aventurar na Chanel, mas a única coisa que eu consegui comprar – e que foi carissssíssssimo – foi um clássico – e minúsculo – Chanel nº5! (E o pior é que “tive” que me desfazer do dito cujo porque me dava uma enxaqueca lascada!)

Champs-Elysées

Dessa vez, com o euro na exosfera (a estratosfera já tinha sido ultrapassada há tempos!), só me arrisquei aos básicos produtos de beleza, e das marcas conhecidas (e cobiçadas… e caras… caríssimas, aliás, por aqui!). Marca que nasceu na região da Provence na década de 70 e tornou-se queridinha dos brasileiros desde que aportou aqui, a l’Occitane é uma loucura! Além de ter tudo super cheiroso, principalmente as lavandas (ahhhh!), tem uns produtos que nem dão as caras por aqui ou umas linhas que são super baratinhas por lá (o problema é o peso… cuidado com o excesso de bagagens perfumadas!) Outra em que me acabei foi a Yves Rocher – a segunda mais adorada pelas francesas, que só perde para a L’Oreal, e voltou há pouco para o Brasil depois de figurar por aqui na década de 90. É uma delícia, e tem uma variação de preços incrível, desde cosméticos mais elaborados e caros até sabonetes líquidos super baratinhos (de novo, take care! olha o excesso de bagagem!) A Sephora foi meio decepcionante. Da outra vez, não tinha ainda aqui no Brasil, então, tudo era demais! Agora, além de uma sensação de déjà vu, o atendente até falava português! de tanta brasileira que vai lá! (perdeu a graça total… quero, PELO MENOS, gastar meu francês, já que não tenho muitos euros…) Outra, lindinha, fofinha, mas de outra segmento, foi a Pylones, que também tem por aqui, mas a preços proibitivos. É um parque de diversões! Tudo é engraçadinho, e… funcional. Nada é inútil, só bonitinho, só pra enfeite, não, tudo tem função. São utensílios de cozinha, produtos de toilete, artigos para bebê, etc, etc, etc… Para dar de presente, é uma ótima, e pra levar de lembrancinha pra vc também….rsrsrs

Pylones

A Lacoste é outra aclamada pelos brasileiros. Eles são loucos pelo jacarezinho! Ir à loja da Champs-Elysées, é pedir pra encontrar brazuca! (Já disse que não tenho nada contra turistas, nem contra turistas brasileiros, mas a gente não precisa se encontrar em todos os lugares, né? Tá bom, se eu sei aonde eles vão, por que eu vou também? Ãh… porque vim do mesmo pó, oras!) Realmente, elas são diferentes das que encontramos aqui no Brasil, pois existe uma infinidade de modelos da tradicional polo masculina (como assim? infinidade de modelos da tradicional? mas a tradicional não é só A Tradicional? Não exatamente. Tem as mais curtas, as mais longas, as mais estreitas, as mais largas… porque as pessoas não são todas iguais, ãh? O modelo é o mesmo, mas tem o mesmo modelo para os baixinhos, para os altões, para os magrelas, para os gordutchos, etc, etc…) Meu marido enlouqueceu! Estava fazendo a feira. Tive que interceder para ele levar apenas 2. Quando pedi para que ele as provasse no hotel para ter certeza do tamanho escolhido (achei que ele estava se sentindo, vamos dizer assim, um pouco mais magro do que estava na verdade), tive certeza de que elas eram um pouco pequenas. Ele resolveu, então, trocá-las por um tamanho maior no dia seguinte. Detalhe: foi só nesse momento que ele se deu conta de que na França a moeda é o euro e que tem uma alta cotação em relação ao real, e que os 100 euros de cada camisa correspondiam a 350 reais (!!!) e não a 100 reais! Resultado: quando ele foi trocá-las – enquanto eu ia encher minha sacolinha na bacia das almas da Yves Rocher – ele resolveu dividir o prejuízo – e o peso na consciência – comigo, e trocou uma delas para mim! Acabei me dando bem, ganhei meu primeiro jacarezinho francês…..hihihi

Lacoste

Se eu tivesse coragem, teria feito um servicinho pras orientais na fila da Louis Vuitton e faturado uma graninha pra compras com essa minha cara europeia….rsrsrs Em Um Livro por Dia – Minha Temporada Parisiense na Shakespeare and Company, Jeremy Mercer, que relatou sua estadia na livraria que acolhia jovens escritores, narra uma das formas dos estrangeiros ganharem uma grana extra em Paris: comprando, para orientais, produtos em lojas francesas, já que as marcas limitam seu acesso aos itens mais desejados.