20 de abril de 2018

“Em ritmo de aventura”

Prometi que não falaria mais sobre taxistas, até porque não  usaria mais táxi, mas, no último final de semana, estive no Rio de Janeiro e, por razões alheias à minha vontade, passei três dias andando de táxi. Eu sei, eu sei, se já não bastasse o meu dedo podre para a escolha de táxi, ainda estava na “maravilhosa” cidade cujos taxistas são uma lenda urbana. Mas podemos encarar isso como um estudo sociológico, do qual é possível tirar conclusões interessantes a respeito dos taxistas:

1) são imortais – não se preocupam com a própria segurança pessoal, pois são cônscios de sua imortalidade – não usam cinto de segurança, dirigem com o braço para fora, cortam à vontade no trânsito, etc. Só esquecem que os manés lá atrás são bem mortais…

2) são corretíssimos – o motorista do ônibus é que os corta porque não são donos do veículo que dirigem, os motoqueiros que dirigem como loucos porque são todos bandidos, os motoristas de uber que dirigem super mal, pois não têm prática na direção e te levam pros morros porque nem conhecem a cidade, e tinha até um com tornozeleira eletrônica!

3) são PhD em ciência política – conhecem profundamente os meandros da política em todos os âmbitos e sabem perfeitamente como gerir a cidade, solucionando todo e qualquer problema!

4) são ricos – apesar de vc vislumbrar, a qualquer tempo, um montão de amarelinhos vazios, eles se recusam a receber cartão, pois estão  muito bem de vida, diferentemente do restante da população; e, além disso, por questões ideológicas, não aceitam se subjugar à política abusiva das empresas de cartão de crédito.

5) são budistas – a cobrança de malas nada mais é do que uma forma de nos ensinar o desapego, é uma “multa” para que nos desapeguemos de tantos bens materiais e nos tornemos pessoas melhores.

Diante de tantas características até o Cristo ficou com vergonha!