14 de junho de 2016

La Bella Toscana

Na briga pela escolha da mais bela cidade medieval toscana, não medimos esforços para testar o maior número delas, no entanto, o tempo urgia e tínhamos que fazer escolhas…

Siena

Ao assistir ao belíssimo Sob o Sol da Toscana, e ver a festa do Palio em Siena (em que o rapazinho russo participa da disputa para ganhar o amor da italianinha), logo colocamos a cidade na lista das que deviam ser visitadas durante a nossa incursão pela Itália. É claro que não fui na época do Palio (aquela coisa da lei de Murphy…as tulipas da Holanda já tinham acabado quando cheguei, as lavandas da Provence ainda não tinham florescido, etc, etc), mas o lugar é uma graça mesmo assim. É uma das cidades medievais mais bonitas da Itália e ainda mantém o charme do seu auge, 1260 – 1348, com a mais linda praça da Itália, a Piazza del Campo (já deu pra perceber que tudo por aqui é mais… a mais linda, a mais antiga, a mais mais…). Nela, ocorre a dita festa, a mais famosa da Toscana, e tem uma magnífica fonte, cuja água vem de um aqueduto de 500 anos, e ainda conta com a famosa Torre del Mangia – com 102 metros e 505 degraus – que oferece vistas magníficas da cidade… se vc conseguir subir… Quando eu fui estava fechada…é aquela tal lei… Mas, além da praça, tem uma das “maiores” catedrais da Itália. Compre um ingresso que dá direito a todo o circuito (Duomo, cripta, museo, libreria) e vá percorrendo-o, é incrível. A igreja de mármore listradinha num dia ensolarado – o qual tive sorte de pegar – é uma imagem belíssima. De Firenze, pode-se ir de trem ou de Pullman – que é um ônibus de viagem. Fomos de trem e, na volta, por uma questão logística, achamos mais adequado o tal “pão pullman”. Compramos o bilhete pela máquina; na verdade, tentamos, pois a máquina comeu nossa nota de 10 euros, e disse que não ia devolver, simples assim…

Arezzo - Igreja de San Francesco - afrescos de Piero della Francesca -

Seguindo o circuito cinematográfico, a bela Arezzo, do tristíssimo ganhador do Oscar A vida é bela, cabe muito bem numa dobradinha com Cortona. Fomos de táxi para ganhar tempo, pois tínhamos um horário agendado na concorridíssima – faça as reservas com pelo menos 2 meses de antecedência – Igreja de San Francesco. Chegamos 15 minutos atrasados e ouvimos, pelo menos 3 vezes, que estávamos em in ritardo; a visita dura só 30 minutos, então, era natural a reclamação. O destaque da visita são os famosos afrescos de Piero della Francesca, A Lenda da Cruz Verdadeira (1452-66), que contam a história da cruz em que Cristo foi crucificado. A cidade, muito destruída na Segunda Guerra, teve muitas de suas ruelas medievais substituídas por grandes avenidas, mas ainda guarda um charme pitoresco, e, como toda cidade de origem medieval, conta com uma Piazza Grande, ladeada por uma arcada projetada por Vasari (olha ele aí de novo, esse era o cara!)

San Gimignano

San Gimignano entrou dura no páreo, é lindíssima, e muito diferente. Das 72 torres construídas por nobres entre os séculos XII e XIII, como forma de demostrarem o seu poderio econômico, hoje só restam 13, das quais apenas uma – a Torre Grossa – pode ser visitada. Não deixe de subir os seus mais de 200 degraus para ter a mais bela vista da cidade, o esforço vale a pena! Na quinta é dia de mercado na Piazza del Duomo, aproveite, então, para comer um panini de queijos locais – que nesse caso era gigante. Mas a melhor surpresa foi o gelato de caramelo com sal do himalaia da Gelateria Del Olmo…uhhhmmm! Pra mim, o melhor! Na volta, pegamos um ônibus para Poggibons que não tinha mais bilhetes que eram vendidos pela própria motorista, então viajamos sem pagar… talvez uma compensação pela máquina que comeu nossos 10 euros…

Na busca pela campeã da Toscana, acho que preciso de mais elementos para análise… uma outra viagem, quem sabe, possa me fornecer mais subsídios…