21 de fevereiro de 2019

“Lost” in Dubai II

Na primeira manhã em Dubai, tínhamos um passeio agendado, e o rapaz que nos pegaria enviou uma msg para o encontrarmos na frente do Arabian Courtyard Hotel, um hotel próximo em uma avenida, pois estávamos numa área fechada ao tráfego. Enquanto eu terminava de me arrumar, falei pro Abelha ir à recepção perguntar onde ficava este hotel e dar uma olhada onde era – já com medo de repetir o sufoco do dia anterior. Rapidamente ele voltou. “Ué, já viu?” “Ah, o recepcionista me explicou onde é, tranquilo.” Ah, tá. Sofrendo os efeitos do jet lag, saímos do hotel e, assim que deixamos a zona de pedestres, ele disse: “Pronto, é aqui.” “Abelha, o nome que ele deu não é o mesmo que está escrito aí não!” Mas bem ao lado, havia um estacionamento, e o motorista havia mandado uma foto de um sedan branco num estacionamento igual àquele. Achei um pouco estranho um carro desses para um rally no deserto, mas imaginei que ele apenas nos levaria até a agência onde encontraríamos com outras pessoas e o carro que efetivamente nos levaria. Como aquele era o estacionamento mais próximo do nosso hotel… Passamos pela cancela, e um rapaz – vestido no mais tradicional traje árabe – acenou para nós (havíamos também mandado uma foto nossa para ele). Ele entrou num sedan branco, e nós não tivemos a menor dúvida – vc teria? – corremos e entramos no carro. “Como se pronuncia o seu nome?” Ao que ele respondeu, olhando para nós, com muitíssima tranquilidade: “Eu não sou um táxi, eu estou indo para casa”. Saímos correndo. Vergonha! Vergonha! Vergonha! Dessa vez nós é que parecíamos ser os sequestradores, até porque o Abelha com aquela barba de Bin Laden está parecendo mais um fanático fundamentalista do que qualquer outro. Olhamos em volta e, sim, todos os carros eram iguais, sedans, e brancos, e, não, ele não acenou para nós, mas para o rapaz do estacionamento que estava ATRÁS de nós. E foi para este que perguntamos onde ficava o tal do hotel. Era apenas uma quadra à frente. Fomos até lá e, cadê? Nada. Estacionamento? Sim, alguns. Todos iguais. Com sedans, e brancos. Bom, precisávamos falar com o motorista. É, não tínhamos acesso à internet. Pra quê? Ficaríamos em Dubai apenas DUAS noites! Pedimos, então, no tal hotel para usar a internet e mandar uma msg para o motorista. O recepcionista, muito solícito, pediu o telefone do motorista para explicar onde estávamos. “Mas esse número é da Índia!” Ah é, há muitos, muitos indianos em Dubai, a maioria motoristas. Sim, tínhamos o telefone da empresa, que era local. Deveríamos voltar para nosso hotel, pois o motorista estava lá nos esperando, já que não chegamos ao local marcado no horário. Ah, não, o carro não era um sedan, nem branco, era uma land rover com um logotipo enorme e colorido da empresa. Ele tinha feito uma panorâmica do estacionamento…

Ah, o passeio? Foi ótimo.

Não, não nos perdemos mais, usamos como ponto de referência o Museu de Dubai que fica na frente do tal hotel, a apenas uma quadra da entrada da zona livre de carros, a duas quadras do nosso hotel. Por que ninguém pensou nisso antes? Gri gri gri gri gri gri