1 de Fevereiro de 2015

Por que amamos Amélie Poulain?

Todos que assistiram ao Fabuloso destino de Amélie Poulain (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2002) ficaram apaixonados pelo fascinante filme em verde e vermelho, que conta a fantasiosa vida de Amélie. Mais de uma década depois,  a personagem continua, não só como uma referência cinematográfica, mas (e muito mais) idolatrada como uma heroína.

Amélie Poulain

Objetos com a imagem da protagonista, como canecas, bolsas e camisetas, são vendidos continuamente há 12 anos em todos os cantos do mundo; e as locações do filme em Montmartre, principalmente o Café des Deux Moulins, recebem fãs afoitos por percorrer os mesmos passos da personagem.

Admiradoras (é, elas são especialmente do sexo feminino) ocupam as apertadas mesinhas do Café (no filme, parece haver muito mais espaço entre elas), que mantém a mesma decoração de então, com a adição apenas de duas imagens de Amélie. Tiram fotos e comem crème  brûlée, quebrando a camada de caramelo – que é um pouco mais espessa – como ensinou a mestre.

Amelie Poulain

Mas, afinal, o que as fascina? Amélie é uma criança carente, que vive isolada; adulta, após a morte da mãe, muda-se do subúrbio para Montmartre e trabalha num café. Após presenciar a felicidade de um homem ao devolver-lhe um objeto que encontrara escondido em sua casa há 40 anos, resolve fazer pequenas ações, buscando mudar (para melhor, é claro) a vida das pessoas ao seu redor (a sua colega de café, o ajudante da quitanda, o seu vizinho doente, seu pai…)

Talvez queiramos ser como Amélie, que “se refugia em um mundo inventado por ela”, onde ela pode transformar a vida de todos, e, até, a sua própria…