27 de setembro de 2019

Só faltou o Tattoo e o Sr. Roarke

Não queria conhecer Hiroshima, pois achei que iria ser muito pesado, como realmente foi, mas meu marido fazia questão. Porém, existe um escapada sensacional : Miyajima, que fica a apenas 10 minutos de balsa da estação de Miyajimaguchi. Num dado momento do percurso, que passa por fazendas de ostras, todas as pessoas vão pro mesmo lado da balsa, murmurando “ós”, clicando e filmando sem parar nos seus celulares. É o tori flutuante do Santuário Itsukushima que se aproxima. Realmente é uma imagem de tirar o fôlego! E pra completar estava um sol perfeito, fazendo a água do mar ofuscar nossos olhos! (Olha como são as coisas, no dia de conhecer o Parque Memorial de Hiroshima, nevava; em Miyajima reinava um sol esplêndido!)

Descemos da balsa como que desembarcando na “Ilha da Fantasia”: embasbacados! Fomos apressados ao Santuário, que é um dos mais preservados, e bonitos, templos xintoístas do Japão. Para tirar fotos com o tori flutuando ao fundo, há, of course, a organizada fila nipônica, além da simpatia do próximo sempre se oferecer para fazer a foto. Passeamos, tiramos fotos, escolhemos palitinhos, amarramos bilhetinhos, compramos souvenirs … e seguimos para conhecer o resto da ilha.

No meio do caminho, encontramos barraquinhas de espetinhos variados – lula, polvo, camarão – porção de takoyaki (deliciosos bolinhos de polvo), ostras empanadas, batata frita, máquinas de bebidas geladas – chá verde, chá com sabor, água, água com sabor, até café gelado (provei todos), barraquinhas de sorvete de matchá (huuuummmm). E veadinhos querendo roubar todas as guloseimas. Eles são super fofos e estão pastando soltos pela ilha, se aproximando para angariar algum petisco…

O próximo templo budista que conhecemos foi o Daisho – o mais bonito que conheci no Japão! É super grande, pois, na verdade, é composto por 12 templos. Então, tem de tudo: estátua do Buda atingindo o nirvana, lagos, carpas, pontinha japonesa, roda de orações, estátuas com gorrinhos de lã coloridinhos. O motivo é um pouco estranho: pais que perderam seus filhos, adotam uma delas para vesti-la. Não entendi muito bem o sentido, parece até um pouco mórbido, mas olhando assim… são bem fofinhas…

Pena que o dia no inverno acabe tão cedo e o passeio na ilha também…