18 de abril de 2016

Tudo pelo Sol!

Cortona foi uma das primeiras cidades toscanas a constar no planejamento da minha viagem à Itália. Como minha base foi Firenze, de lá deveria pegar um trem até Camucia (pouco mais de uma hora de viagem) e depois um ônibus ou táxi até Cortona (mais um quarto de hora). Compramos a passagem na hora – antes verificamos os horários no site da Trenitalia – e… não conseguimos descer na estação certa! Cada trem tem uma forma diferente de abertura da porta, dependendo da idade/tamanho do trem e da cidade em que para. Algumas abrem sozinhas, outras vc precisa acionar um botão ou puxar uma alavanca, ou sei lá mais o quê. E essa abria de uma maneira completamente diferente da que tínhamos visto até então, e não deu tempo… o trem foi embora. Não tinha mais ninguém pra descer conosco naquela estação e a parada foi super rápida. E nós ficamos como dois pasteis olhando a estação ficar para trás!

Sob o Sol da Toscana

Tudo bem, descemos na próxima – Terontola. O dia estava horríííível! Além do cortante frio de dezembro, estava completamente nublado e úmido, muito úmido, com uma névoa tão espessa que tornava a atmosfera quase sólida. Parecia que aquele colorido filme não tinha nada a ver com a vida real e que Frances era uma farsa. Fomos pegar um táxi e não havia nenhum no ponto, apenas uma plaquinha com alguns – dois ou três – números de telefone. Nosso celular fazia chamadas? Claro que não. Ô pobreza! Fomos ligar do orelhão (nossa! que estranho escrever esta palavra, parece que isso só existiu num passado muuuito remoto); conseguimos? Claro que não, sei lá como se fazia aquilo! Após comprarmos algumas coisas no Café da estação, pedimos com cara de cãezinhos abandonados pra moça chamar um táxi. Sim, ela ligou. Ele não podia. Cara de abandono total. Ela ligou para o segundo. Sim, ele viria. Em 10 minutos estava lá. E rumamos para Cortona, no alto da colina.

Bramasole

E, como num sonho – aquele que acontece quando vc está dormindo, não aquele acordado – a névoa foi se dissipando, se dissipando, e Bramasole estava lá. (Frances Mayes não mora mais lá, nem tampouco se pode visitar a casa, mas é muito legal poder vê-la, depois de ter assistido tantas vezes ao filme). E o sol foi aparecendo, as nuvens ficando lá embaixo, e Cortona se descortinando (não resisti, sorry) completamente ensolarada. Um dia lindíííssimo!  A cidade, uma das mais antigas da região, fundada pelos etruscos, é um charme! Vc pode visitar museus, igrejas, etc, etc, mas resolvemos aproveitar o dia espetacular ao ar livre, subindo e descendo as ladeiras, perdendo-nos pelo labirinto das ruas antigas e apreciando as construções medievais – foi uma importante cidade na Idade Média. Talvez o mais belo dos passeios na Bella Toscana!

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Bramare – desejar, ansiar, morrer de vontade de ter, fazer de tudo para ter